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terça-feira, 20 de outubro de 2009

PROXIMO EVENTO> As novas tendências da cultura digital, segundo Lúcia Santaella

Nessa sexta, dia 23, O Ciclo Era Digital tem a honra de receber a
professora e pesquisadora Lúcia Santaella.


Professora titular da PUCSP, Diretora do CIMID (Centro de Investigação em Mídias Digitais
-PUCSP) e Coordenadora do Centro de Estudos Peirceanos. No total, realizou 12 estágios de pós-doutorado no Exterior e já obteve 8 bolsas de produtividade em pesquisa do CNPq, no qual é pesquisadora nível IA.
Ajudou na implantação dos cursos de graduação em Jornalismo, do curso de Publicidade e do curso multidisciplinar em Tecnologia e Mídias Digitais da PUCSP.
Autora de diversos livros, entre os quais destacam-se: O que é Semiótica (1983, Brasiliense, 12a. ed. 1994, seguida de numerosas reimpressões); Matrizes da Linguagem e Pensamento: sonora, visual, verbal (2001, Fapesp/Iluminuras), Prêmio Jabuti 2002 ; Culturas e artes do pós-humano. Da cultura das mídias à cibercultura (2003, Paulus, 2a. ed. 2004); Por que as comunicações e as artes estão convergindo? (2005, Paulus).

Sua conferência irá tratar das “Tendências atuais da cultura digital:
terabytes, redes sociais e mobilidade” ou seja, a impressionante a
aceleração das transformações dos meios tecnológicos, de criações de
linguagens e de novas formas comunicativas. Santaella distingui cinco
gerações tecnológicas: 1 - as Tecnologias do reprodutível, trazidas
pela revolução eletro-eletrônica, 2 - as Tecnologias da difusão,
introduzidas pela revolução eletro-eletrônica, 3 - as Tecnologias do
disponível, próprias da cultura das mídias, 4 - as Tecnologias do
acesso a partir da revolução digital, e, mais recentemente, 5 - as
Tecnologias da conexão contínua potencializadas pelos dispositivos
móveis.

Segundo ela partindo da distinção acima, pode-se abordar as mídias
digitais, sob 3 aspectos principais:: 1) a era dos terabytes, quando
os computadores pessoais ou mesmo corporativos passam a ser
simplesmente uma plataforma de acesso às aplicações que são
processadas em uma grande nuvem – a Internet. 2) As redes sociais
participativas e colaborativas da Web 2.0 já estão começando a ser
complementadas pela Web 3.0, a Web semântica aliada à inteligência
artificial por meio da qual a rede deve organizar e fazer uso ainda
mais inteligente do conhecimento já disponibilizado online. 3) As
práticas de acesso propiciadas pelos dispositivos móveis, conectados
ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), estão fazendo emergir um
novo espaço social de misturas inextricáveis entre o virtual (o
ciberespaço) e os ambientes físicos em que nosso corpo biológico
circula.

Portanto segundo Santaella: “são processos múltiplos, eminentemente
híbridos e colaborativos, que estão colocando em questão muitos dos
pressupostos e das concepções do ciberespaço como um universo paralelo
e separado do mundo físico em que vivemos”.

Mais informações sobre o evento: www.cicloeradigital.com.br

mais informações Lúcia Santaella no site - http://pucsp.br/~lbraga/

Post> ATOPOS

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A proposta do Ciclo Era Digital

Acompanhe nas palavras do coordenador do Centro de Pesquisa ATOPOS, o grupo idealizador do Ciclo Era Digital, a proposta e os objetivos deste evento mensal.
Post> ATOPOS.

domingo, 30 de agosto de 2009

Lançamento do livro A pele da Cultura Derrick de Kerckhove

“(...) No computador a linguagem encontra-se com a luz, numa relação direta: a energia absoluta encontra a complexidade absoluta. Os raios laser, a fibra ótica e os campos eletromagnéticos são os novos componentes da inteligência. Processadores ultrarrápidos juntar-se-ão à integração de grande velocidade em padrões que se tornarão uniformes. É disso que a realidade é feita. A grande reviravolta da civilização está acontecendo agora: entre o domínio do consciente e do inconsciente. Há pouco tempo o mundo era estúpido e nós éramos inteligentes. Mas o mundo assistido por computador está se tornando mais rápido e mais esperto que nós. Muito em breve a inteligência tecnológica coletiva vai superar a inteligência orgânica individual tanto na velocidade como na capacidade de integração. Vai ser interessante saber como é que esta organização unificada tomará conta do ambiente e da pobreza humanos, e com que critérios avançará para a engenharia genética. Por enquanto relaxe. Ainda não chegamos lá.”

Doutor em Língua e Literatura Francesas pela Universidade de Toronto, Canadá, e "Doctorat du 3e cycle" em Sociologia da Arte na Universidade de Tours, França. Dirige há mais de 20 anos o Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia da Universidade de Toronto.

Lançamento após a palestra A Inteligência Conectiva e a Era das Tags, dia 01/09/09 no Sesc Consolação.